Qualidade de vida de enfermeiros e sua relação com a alimentação e o cortisol

Marcia Cristina Barbosa, Nyvian Alexandre Kutz, Natália Miranda da Silva, Taís Miotto, Leslie Andrews Portes, Marcia Maria Hernandes de Abreu de Oliveira Salgueiro

Resumen

Objetivo: Avaliar a qualidade de vida de enfermeiros de um serviço público em Sinop-MT Metodologia: Estudo transversal com 33 enfermeiros. As variáveis sociodemográficas, de qualidade de vida, do consumo alimentar e antropométricas foram obtidas através de quatro questionários autoaplicáveis. O cortisol plasmático foi coletado e avaliado por laboratório privado da região. As análises foram realizadas pelo Statistical Package for the Social Sciences e Graph Pad Prism, com nível de significância de 5%. Resultados e Conclusões: Houve predomínio de enfermeiros casados, do sexo feminino e de classe econômica A ou B. O escore de alimentação correlacionou-se positiva e significantemente com o dominio psicológico e nível de cortisol. O cortisol médio foi de 11,6 ug/dle correlacionou-se positiva e significantemente com os domínios físico, ambiente e ao escore geral de qualidade de vida. O peso corporal correlacionou-se inversa e significantemente com os domínios físico, psicológico, ambiente, o escore geral de qualidade de vida e à classe socioeconômica. Os enfermeiros possuem alto nível socioeconômico e baixa prevalência de excesso de peso. A percepção da qualidade de vida geral e nos seus quatro domínios pelos enfermeiros estudados foi regular e boa. O consumo alimentar e outros hábitos de vida apresentaram-se razoáveis, requerendo atenção por parte destes profissionais.

Palabras clave

Enfermeiros; Qualidade de Vida; Consumo Alimentar

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DOI: https://doi.org/10.14198/cuid.2020.57.22





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